MANHÃ DE REINADO DO GALO DA MADRUGADA

De todos os cantos, o Recife acorda hoje ao som de um galo cada vez mais esperado a cada ano. O clube de máscaras que consegue mudar a rotina de uma metrópole engarrafada está pronto para seu show com milhares de coadjuvantes. É só o início de uma festa que teve sua abertura oficial ontem no Marco Zero, no compasso de 700 batuqueiros de 17 nações de maracatu sob o comando de NANÁ VASCONCELOS. Em Olinda e no interior, o folião também ficará aceso até as cinzas da quarta.  

                                      



Categoria: CULTURA
Escrito por Aurora Miranda Leão às 03h20
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SÃO LUÍS NAS CORES DA TUCURUVI

Por isso, o centro histórico é uma das inspirações, assim como as praias, gastronomia, o reggae e poetas como Aluísio de Azevedo, Graça Aranha e Ferreira Gullar. O casal Róbinson da Silva e Thais Paraguassú são mestre-sala e porta-bandeira e estarão ao lado de 21 alas. As cores da escola são vermelho, amarelo, azul e branco.  

São 3 mil componentes mostrando aos paulistanos e ao mundo o samba-enredo São Luís do Maranhão: Um Universo de encantos e magias.

Confira o samba-enredo:

São Luiz do Maranhão: Um Universo de encantos e magias

"Terra abençoada pelas mãos do criador
sublime paraíso: a ilha do amor!
Um marco francês ali se fez
surge assim a miscigenação...
É canto, é dança, é devoção
Heranças da cultura afro-brasileira
Seu ritmo embala a multidão
No carnaval levanta poeira
Tem São João, bumba-meu-boi a encantar
Seu folclore é tradição popular

É arte, é cultura pra te emocionar
A arquitetura reflete a beleza
Tem magia e sedução esta cidade
Patrimônio da humanidade

Bom é sentir o calor
A brisa soprar na beira do mar
No esporte ser um vencedor
Na gastronomia provar seu sabor
Berço de poetas imortais
Lendas que estão vivas na memória
De um povo valente e guerreiro que faz sua história
Na capital do reggae meu samba vai te embalar
Pode aplaudir, o show vai começar!

Tucuruvi chegou!
O som do tambor vai ecoar
Pra conquistar o seu coração
Em São Luís do Maranhão"



Categoria: CULTURA
Escrito por Aurora Miranda Leão às 03h07
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SAUDAÇÃO às BELEZAS DE SÃO LUÍS

Criado pelo carnavalesco Wagner Santos,  o tema foi inspirado nas belezas da capital maranhense. Do guaraná Jesus – bebida cor de rosa, só encontrada ali – à influência dos franceses, fundadores da capital, o desfile da Unidos promete levar o público para uma viagem pela cidade que é Patrimônio Cultural da Humanidade, tombada pela Unesco.

                               Acadêmicos do Tucuruvi



Categoria: CULTURA
Escrito por Aurora Miranda Leão às 02h36
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INSCRIÇÕES ABERTAS PARA MOSTRA GOIANA

 



Categoria: CINEMA BRASIL
Escrito por Aurora Miranda Leão às 03h11
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Abertas inscrições ao prêmio ABC 2010

 

Associação Brasileira de Cinematografia comemora uma Década

 

Abertas inscrições ao Prêmio ABC de Cinematografia 2010, uma das mais importantes premiações do cinema brasileiro. Até 10 de março, serão aceitas inscrições nas seguintes categorias:


Melhor Direção de Fotografia para Longa metragem

Melhor Som para Longa metragem

Melhor Direção de Arte para Longa metragem

Melhor Montagem para Longa metragem

 

Melhor Direção de Fotografia para Curta metragem

Melhor Direção de Fotografia para Filme Comercial

Melhor Direção de Fotografia para Programa de TV

Melhor Direção de Fotografia para Filme Estudantil


A premiação faz parte da programação da Semana ABC, neste ano comemorando 10 de existência da Associação Brasileira de Cinematografia, fundada a 2 de janeiro de 2000. Inscrições:  www.abcine.org.br


Todos os filmes lançados no circuito comercial em 2009 já estão automaticamente concorrendo nas categorias de Melhor Direção de Fotografia, Melhor Som, Melhor Direção de Arte e Melhor Montagem. Já para as demais produções, como curta-metragem, filme comercial e programa de TV, somente o Diretor de Fotografia, titular da obra, não necessariamente associado à ABC, poderá fazer a inscrição.

 

Na categoria Curta-Metragem, serão aceitos trabalhos finalizados em 2009 com duração máxima de 30 minutos. Nas categorias “Filme Comercial” e “Programa de TV” só serão aceitos trabalhos que tiveram sua primeira exibição ano passado. E na categoria “Filme Estudantil” concorrem somente os seis finalistas brasileiros do Kodak Film School Competition - 2009, prêmio promovido pela Kodak International.

 

A votação para longa-metragem será feita em dois turnos. O primeiro será realizado entre os dias 01 e 26 de fevereiro, classificando os cinco títulos mais votados em cada categoria.  O segundo turno ocorrerá simultaneamente à votação final, incluindo todas as demais categorias, a ser realizada através do www.abcine.org.br, entre 1 e 15 de maio. No site também serão disponibilizadas amostras dos trabalhos inscritos para apreciação dos sócios. Somente terão direito a voto os sócios efetivos, ativos, aspirantes e remidos em dia com a associação.

 

SEMANA PRÊMIO ABC 2010

De 24 a 28 de maio

Premiação: dia 29 de maio

Inscrições até 10/03

Ficha de inscrição e regulamento completo através do site www.abcine.org.br

Mais informações: 5574.6988



Categoria: CINEMA BRASIL
Escrito por Aurora Miranda Leão às 02h56
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OS INCOMODADOS QUE SE MUDEM

Novo filme de Sérgio Bianchi, Os Inquilinos, estréia dia 26 

 

Conflito e crítica social são duas características do cinema de Sergio Bianchi, consagrado diretor paranaense que retorna às telas com Os Inquilinos – Os incomodados que se mudem

 

Filmado na Brasilândia, periferia de São Paulo, o filme conta a história de uma família com rotina brutalmente alterada com a chegada de novos vizinhos -violentos e criminosos. O filme retrata a dificuldade da sociedade em lidar com esse tipo de situação. Qual a saída? Reagir ou calar-se?

 

Baseado no conto homônimo de Vagner Geovani Ferrer, aluno de um curso do projeto Educação para Jovens e Adultos (EJA), o roteiro traça o dia-a-dia de um vendedor de frutas, Valter (Marat Descartes), que trabalha o dia todo e estuda à noite numa escola da periferia. Lá, motivado pela professora (Cassia Kiss), ele é levado a refletir sobre como lidar com a própria realidade estudando textos do escritor marginal Ferréz e debatendo com os colegas questões como o toque de recolher imposto pela facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

 

Os Inquilinos conta com elenco marcado por nomes como Cássia Kiss (premiada pelo papel no Festival do Rio 2009), Caio Blat, Humberto Magnani, Ailton Graça e Ana Lucia Torre. O casal protagonista é interpretado por Marat Descartes e Ana Carbatti.

 

O filme recebeu prêmios de Melhor Roteiro e Melhor Atriz Coadjuvante  no Festival do Rio em 2009. Já no V FestCine Goiânia 2009 recebeu os prêmios de Melhor Filme, Melhor Direção e Melhor Roteiro.

 

Sinopse

 

Valter estuda à noite. Iara, sua mulher, diz que os novos inquilinos não trabalham, que devem ser bandidos. Ninguém sabe de onde vieram os três rapazes. Iara diz que eles levam mulheres para casa e falam palavras sujas. Os jovens da rua querem ir para a briga, mas Valter quer apenas poder dormir.

 

Ele não tem arma, tem uma filha e um filho pequenos, fica fora o dia inteiro, não vê o que se passa na rua, ouve o que a mulher diz, o que a rua diz, ouve o barulho da música e das risadas dos inquilinos, de madrugada. E não consegue dormir. Quem vai morrer? Valter não sabe.

 

 

Lançamento da caixa Filmes de Sergio Bianchi

 

Em paralelo à estreia nos cinemas, a Versátil Home Video lançou, no início de fevereiro, o box Filmes de Sergio Bianchi, caixa com 5 DVDs que traz todos os longas-metragens do cineasta: Maldita Coincidência (1979), Romance (1988), inclusive estes dois títulos não tinham sido lançados nem em VHS; A Causa Secreta (1994), Cronicamente Inviável (2000) e Quanto Vale ou É por Quilo? (2005) – além do premiado média-metragem Mato Eles? (1982), considerado um marco do cinedocumentário brasileiro, e dos curtas-metragens Omnibus (1972) e A Segunda Besta (1977), ambos inspirados em contos do livro Bestiário, do escritor argentino Julio Cortázar; e Divina Previdência (1983). 

 

Todos os DVDs trazem ainda farto material extra, incluindo depoimentos do diretor, da equipe, do elenco e de intelectuais. O preço sugerido da caixa é de R$ 149,90. Os DVDs também serão comercializados separadamente ao preço sugerido de R$ 44,90 cada.

Ficha Técnica Os Inquilinos

 

Direção: Sergio Bianchi

Produção: Agravo Produções Cinematográficas

Câmera: Gilberto Otero

Roteirista: Beatriz Bracher e Sergio Bianchi

Adaptação de um conto de Vagner Geovani Ferrer

Diretor de fotografia: Marcelo Corpanni

Diretor de Arte: Bia Pessoa 

Montador: André Finotti

Técnico de Som: Paulo Ricardo

Edição de Som: Ricardo Reis

Figurinista: Izabel Paranhos

 

Homepage: www.osinquilinos.com.br

 

                      

CINEASTA de filmes polêmicos, BIANCHI  assina obras emblemáticas como CRONICAMENTE INVIÁVEL e QUANTO VALE ou É POR QUILO ?



Categoria: CINEMA BRASIL
Escrito por Aurora Miranda Leão às 02h37
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TEATRO NA COLEÇÃO APLAUSO

        

 HISTÓRIAS DO TEATRO NACIONAL CONTADAS EM DETALHES
           EM  BIOGRAFIAS DA
COLEÇÃO APLAUSO

Berta Zemel – A Alma das Pedras, Fernando Peixoto – em cena aberta  e Imagem, Cena e Palavra, com a história de Naum Alves de Souza, trazem biografias de três expoentes da dramaturgia nacional

 Nascidos em cidades distantes umas das outras e com formações diferentes, Berta Zemel, Fernando Peixoto e Naum Alves de Souza têm em comum a participação ativa na linha de frente do teatro nacional. Pela importância de seu trabalho nas últimas décadas, tornaram-se biografados da Coleção Aplauso, série da Imprensa Oficial de São Paulo que já conta com cerca de 200 livros com biografias de artistas, cineastas e dramaturgos além de roteiros de cinema, peças de teatro e a história de quatro emissoras de TV.

Berta Zemel – A Alma das Pedras

Escrita pelo jornalista Rodrigo Antunes Corrêa, mostra a dedicação da atriz em sua trajetória nos palcos, na televisão e nas viagens pelo país, espalhando a paixão pelo teatro. Por meio de suas lembranças, também presta uma homenagem a grandes nomes do teatro brasileiro, como Sérgio Cardoso e Alfredo Mesquita, personalidades essenciais em sua formação. 

Nascida Bertha Zemelmacher em 1934, perdeu o H do nome e encurtou o sobrenome quando estreou no teatro em 1956, atuando em Hamlet em 1956, com Sérgio Cardoso, autor da idéia de alteração do nome. Seguiu atuando em muitas peças e nos teleteatros da televisão às segundas, dia de descanso dos palcos, primeiramente pela TV Tupi, na época em que toda a programação era ao vivo.

 Em 1963 criou o Grupo Decisão com Antonio Abujamra, Lauro César Muniz e Wolney de Assis, seu marido. Em 1964 foi chamada pelo Teatro Popular do Sesi e apresentou na capital e nas cidades do interior paulista espetáculos como Noites Brancas e Manhãs de Sol. Na década de 70, as viagens ganharam outros rumos: com o Teatro Móvel de São Paulo, apresentou-se e deu aula pelo país todo. Envolvida com o ensino e o teatro mambembe, a atriz ficou 25 anos sem subir no palco, só dirigindo, ministrando oficinas e atuando na televisão. O retorno veio em 2000, com Anjo Duro, cuja atuação lhe rendeu dois prêmios.

 Fernando Peixoto - Em Cena Aberta

O livro revela que ator, quando criança e adolescente em Porto Alegre, frequentava o teatro a contragosto, por não conseguir recusar os convites da família – ele preferia o cinema. E que só começou a se interessar pelos palcos quando descobriu que este era o único caminho para as telas. Mas a peça A verdade de cada um, de Pirandello, vista por Fernando na adolescência, mudou sua percepção. Logo em seguida, atuou em Os holandeses no Brasil, peça encenada em seu colégio. Mais tarde, já freqüentador do Teatro do Estudante, foi convidado a substituir Antonio Abujamra na peça Corda, de Patrick Hamilton, quando o grupo excursionou pelo interior. O ano era de 1954 e esta é considerada a sua estreia no teatro.

 Fernando participou de momentos históricos e decisivos da cultura brasileira. Foi ator na companhia de Maria Della Costa e de Tônia-Autran-Celi, atuou na primeira turma do Teatro Oficina e trabalhou como diretor de peças antológicas escritas por Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri, como Murro em Ponta de Faca e Ponto de Partida, que lhe deu o Prêmio Molière em 1973. Peixoto também dirigiu shows que marcaram época, como o histórico 1º de Maio do Riocentro, onde esteve na linha de frente ao lado de Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Ruy Guerra, Zé Celso Martinez, Gianfrancesco Guarnieri, Othon Bastos, Martha Overbeck e muitos outros na luta pela abertura democrática. 

Entre as várias passagens curiosas, o livro narra um telefonema de Peixoto a Jean-Paul Sartre em 1977. O escritor francês havia proibido montagens de textos seus no Brasil enquanto houvesse ditadura militar no país, mas autorizou a encenação de Mortos sem sepultura assim que Fernando Peixoto explicou: era justamente para se opor à censura que eles queriam o seu texto. 

Naum Alves de Souza

Imagem, Cena, Palavra é a biografia de Naum Alves de Souza como resultado de depoimento ao crítico e ator, além de amigo de 40 anos, Alberto Guzik. Em mais de 300 páginas, o livro conta a trajetória deste paulista de Pirajuí pelo teatro, televisão e cinema e sua carreira como dramaturgo, roteirista, diretor de teatro, artista plástico, cenógrafo, figurinista e bonequeiro. Começa pela infância em Pirajuí, a rígida criação protestante, o amor pelo cinema e a literatura, o primeiro trabalho de teatro amador, a mudança para a capital, os estudos de gravura com Marcelo Grassman e Mario Gruber na Fundação Álvares Penteado (FAAP), instituição da qual se tornaria professor, juntamente com o Instituto Mackenzie, de 1964 a 1972.  

Um capítulo inteiro é dedicado ao show “Falso Brilhante”, com Elis Regina. Com uma concepção totalmente inovadora aos espetáculos de música popular, este trabalho dirigido por Myriam Muniz despertou em Naum o interesse pelos shows. Em 1984, dirigiu Maria Bethânia em “A Hora da Estrela” e concebeu cenários para espetáculos de Gonzaguinha e da dupla Kleiton e Kledir. Três anos depois, dirigiu “Francisco” – show que marcou a volta de Chico Buarque aos palcos, após 13 anos.

A obra descreve ainda seu trabalho com Antunes Filho na criação dos figurinos e no cenário de “Macunaíma” e a criação e montagem de dois textos que se tornaram clássicos contemporâneos: “No Natal a gente vem te buscar” e “A Aurora da Minha Vida”. Também lembra como foi dirigir Fernanda Montenegro em “Dona Doida” e revela os bastidores do trabalho de direção de “A longa jornada de um dia noite adentro”, interpretado por Cleide Yáconis, Sérgio Brito e Gésio Amadeu.

Naum criou duas óperas – “Ópera dos 500” e “Os Pescadores de Pérolas” -, o espetáculo de dança-teatro “Nijinsky” e dirigiu três balés. Em 2008, “No Natal a gente vem te buscar” ganhou uma nova montagem. Na opinião de Guzik, esta e outras remontagens ocorrem por causa da riqueza da obra desse artista “consistente, completo, pulsante”, a quem a cena brasileira deve “impulsos memoráveis de fantasia, de imaginação, de descoberta de limites, de fronteiras inexploradas”.



Categoria: CULTURA
Escrito por Aurora Miranda Leão às 02h22
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DOCUMENTÁRIOS AO MÉXICO

¡ ABIERTA LA CONVOCATORIA DOCSDF 2010 !


Estimados amig@s, es un gusto comunicarles que ya se encuentra abierta nuestra convocatoria 2010. La quinta edición del Festival Internacional de Cine Documental de la Ciudad de México se llevará a cabo del 21 al 31 de octubre de este año y, como cada año, esperamos contar con su participación para hacer de nuestro festival un verdadero festín con lo mejor de la producción internacional y nacional de cine documental.

Las categorías a las que pueden inscribir sus trabajos son:

·     Mejor Largometraje Documental:        Internacional, Mexicano e Iberoamericano.
·     Mejor Cortometraje Documental:        Internacional y Mexicano
·     Mejor Documental Televisión:              Internacional y Mexicano

La fecha límite de recepción de nuestra convocatoria internacional es 20 de abril, y de la nacional es el 15 de julio. En nuestro sitio web encontrarán la convocatoria completa y la ficha de inscripción.

¡Esperamos sus trabajos!

http://www.docsdf. com



Categoria: CINEMA BRASIL
Escrito por Aurora Miranda Leão às 02h12
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BRASIL NA BERLINALE

Começa hoje a 60ª edição do Festival Internacional de Berlim, muito conhecido como  Berlinale.  Até dia 21, serã oexibidos 21 títulos de 18 países, cujas exibições terão lugar no Palácio do Festival, em Potsdamer Platz.

Sem nenhum filme na mostra competitiva, Brasil marca sua presença na mostra Panorama com o longa Bróder, de Jefferson De. Na mostra Panorama Especial será exibido Besouro, de João Daniel Tikhomiroff (confira comentário em www.auroradecinema.com.br), e Lixo Extraordinário, dos diretores Vik Muniz, Lucy Walker, João Jardim e Karen Harley, será apresentado na mostra Panorama Documental.

O novo longa de Esmir Filho Os Famosos e os Duendes da Morte será exibido na mostra Generation, assim como o curta Avós, do uruguaio-israelense Michael Wahrnann, radicado em São Paulo.

Já a co-produção brasileiro/alemã de 11 episódios ”Fucking Different São Paulo”, está programada para a Panorama Main Program.

O filme de abertura é o chinês Apart Together, de Wang Quanna, enquanto o de encerramento será o japonês About Her Brother, de Yoji Yamada.

Acompanhe o festival: www.berlinale.de/en/HomePage.html



Categoria: CINEMA BRASIL
Escrito por Aurora Miranda Leão às 18h06
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CINÉDIA RESTAURA FILMES e GANHA HOMENAGENS PELOS 80

Caixa de texto:   Divulgação Parte da obra do diretor, produtor, roteirista e técnico de som  Moacyr Fenelon vem sendo restaurada através do projeto  IPMCB (Instituto para Preservação da Memória do Cinema Brasileiro), possível graças ao patrocínio do Programa Petrobrás Cultural, orçado em R$ 300 mil.  À frente do meritório trabalho, ALICE GONZAGA.

São cinco filmes produzidos e dirigidos na fase final da carreira do cineasta, compreendida entre os anos de 1948 a 1951: “Obrigado Doutor”, “Estou Aí?”, “Poeira de Estrelas”, “Dominó Negro” e “A Inconveniência de Ser Esposa".  

Fenelon é uma das personalidades mais importantes da história do cinema brasileiro, tendo sido o primeiro grande ativista político da classe cinematográfica por incentivar o cinema independente e ter inspirado a geração nacionalista dos anos 1950-60.

O período final de sua carreira nunca foi avaliado na prática. A reunião desses cinco títulos pretende compreender e divulgar sua atuação como produtor, diretor e seu projeto de um cinema que ampliasse as estratégias de produção ligadas à chanchada.

Os filmes recuperados são documentos históricos da era de ouro do filme popular brasileiro. São também registros da cultura do pós-Segunda Guerra Mundial - momento de profundas mudanças na estrutura social brasileira.

A titular do IPMCB, Alice Gonzaga, também diretora dos estúdios Cinédia - este ano festejando 80 de atividades ininterruptas - , recebeu recentemente dois merecidos prêmios: o primeiro da Academia Brasileira de Cinema, a ser entregue em solenidade no Rio dia 14 de março, e o segundo, o Prêmio Tributo - ligado à restauração -, na edição 2009 do FestNatal, coordenado pelo jornalista Valério Andrade. No final deste mês, ganha mais um reconhecimento atavés do Festival de Cinema de Belém, sob o comando de Emannoel Freitas.

Incansável e determinada, Alice vem há anos comandando o estúdio pioneiro legado por seu pai, o jornalista/diretor/produtor/roteirista Adhemar Gonzaga, e com uma equipe, onde se destaca o pesquisador Hernani Heffner, trabalha na restauração de relevantes obras audiovisuais brasileiras.

Outros filmes que também vem sendo restaurados pela Cinédia com apoio da Petrobrás são Bonequinha de Seda e Berlim na Batucada (onde atuou o famoso Trio de Ouro, formado por Dalva de Oliveira, Herivelto Martins e Nilo Chagas).

Instituto para Preservação da Memória do Cinema Brasileiro/ Cinédia - Rua Santa Cristina, 5 - Santa Teresa Tel.: (21) 2221-2633/2222-2430 Site: www.cinedia.com.br

                                       Arquivo/Cinédia

HERIVELTO, DALVA e NILO CHAGAS: Trio de Ouro em sucesso do Cinema, produção de ADHEMAR GONZAGA



Categoria: CINEMA BRASIL
Escrito por Aurora Miranda Leão às 02h14
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KARIM AÏNOUZ VAI COLOCAR PRAIA DO FUTURO NA TELONA

Petrobras divulga os 131 projetos contemplados pelo Programa Petrobras Cultural (PPC), edição 2008/2009, que receberão, ao todo, verba de R$ 42 milhões.

Foram escolhidos projetos nas áreas de música, audiovisual, artes cênicas literatura e cultura digital, num total de 2.712 inscritos em todo o país. As principais novidades desta edição do PPC são o patrocínio a grupos circenses - nove projetos vão receber um total de R$ 2,2 milhões -, apoio a websites culturais, a turnês e à gravação e circulação de música com disponibilização na internet. Oito projetos serão contemplados nessa última categoria, recebendo uma verba de R$ 369,6 mil.

                                    

CINEMA: Novo projeto do cearense Karim Aïnouz terá apoio da Petrobrás 

Dos 2.712 projetos inscritos, 1.610 (59%) são do Rio de Janeiro e São Paulo e 1.102 (41%) dos demais estados. Desse total, 2.309 foram considerados aptos a participar das seleções do PPC. Entre os 19 longas-metragens aprovados, essa divisão fica nítida: 13 são do Rio e de São Paulo. Entre os escolhidos estão Febre do Rato, de Cláudio Assis; Praia do Futuro, de Karim Aïnouz; e Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios, de Beto Brant.

Entre os longas a receber apoio para difusão em salas de cinema estão Antes da Estréia, de Eduardo Coutinho, e Praça Saens Peña, de Vinicius Reis. O último foi escolhido porque "apresenta uma rara imagem do Rio de Janeiro, muito distante dos clichês".



Categoria: CINEMA BRASIL
Escrito por Aurora Miranda Leão às 01h18
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MUSEU EMILIO GOELDI LANÇA CATÁLOGO

Flora de Santarém em Destaque

Fruto de dois anos de pesquisas, catálogo florístico ilustrado contribui
para reconhecimento da vegetação de reserva do nordeste paraense

Pesquisadores da Coordenação de Botânica (CBO) do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) investigaram a flora da Reserva Extrativista Chocoaré-Mato Grosso, em Santarém Novo, nordeste do Pará, entre os anos de 2005 e 2006. Compilados, os resultados dessas pesquisas podem agora ser conferidos na obra Catálogo da Flora da Reserva Extrativista Chocoaré-Mato Grosso, publicada pelo MPEG com financiamento do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e do Conselho Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Foram realizados inventários florísticos nos quatro ecossistemas da reserva e, na publicação, estão representadas algumas das espécies estudadas. Dispostas em ordem alfabética a partir dos nomes populares, as plantas são descritas morfologicamente, além de serem apresentados seu uso popular, suas características e distribuição geográfica.

Com muitas fotografias de plantas nativas e aclimatadas, o catálogo fornece dados sobre a morfologia e a distribuição geográfica, além de informações sobre as possíveis aplicações das 116 espécies de vegetais registradas naquela Reserva Extrativista. A publicação é destinada a estudantes de ensino fundamental e médio e está sendo distribuída em bibliotecas e universidades de todo o Brasil.

A área pesquisada é uma Unidade de Conservação (UC) ainda pouco estudada do ponto de vista botânico. Apesar da expressiva presença humana, a reserva ainda apresenta uma diversificada flora, daí a importância e a necessidade da realização de estudos científicos direcionados ao conhecimento da vegetação local.

          

O Catálogo da Flora da Reserva Extrativista Chocoaré-Mato Grosso é de autoria dos pesquisadores Antonio Elielson Rocha, Jorge Oliveira, Maria das Graças Zoghbi, Maria de Nazaré Bastos, Márlia Regina Coelho Ferreira e Mário Augusto Jardim. A pesquisa teve ainda a colaboração das comunidades locais e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Santarém Novo.



Categoria: CULTURA
Escrito por Aurora Miranda Leão às 23h53
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     CARIOQUICE...

EU TAMBÉM SOU CARIOCA 

Porque os melhores dias de minha infância passei nas terras de Vinícius, ao lado de meus pais, meu três manos queridos e minha amiga de todas as horas, a fantástica Niete. Lá, entre as sombras frondosas da pacata General Glicério, eu e meus manos vivemos o auge das primeiras brincadeiras com os primos; descobrimos como era andar de elevador e morar em apartamento, coisa rara pra quem nascera em casa ampla de muitos quartos e pés de sirigüela, goiaba e coqueiro no quintal; e tivemos a companhia sempre agradável dos tios que nos levavam para conhecer os lugares mais bacanas da cidade de que mamãe sempre nos contava, de encantos mil, qual Pão de Açúcar, Corcovado, Quinta da Boa Vista, Vista Chinesa, sem faltar nossa ida aos antigos estúdios da Rede Tupi e TV Globo para acompanhar de perto a gravação de programas de auditório (embora a idade não me permitisse entrar em nenhum deles) e chegar mais perto dos artistas.

Porque o Rio me trouxe a família, uma família onde não faltavam primos e tios de todas as idades, um Natal sempre de mesa farta e os réveillons mais charmosos dos meus olhos;

                                       

Porque adoro tomar chá matte gelado, a qualquer hora do dia ou da noite, de preferência acompanhado de biscoito Globo. Porque minha graça sintoniza com a irreverência do humor inteligente de Mauro Rasi, Miguel Paiva, Tim Rescala, Pedro Cardoso e a turma dos Cassetas; e porque no Rio sempre encontro apaixonados cidadãos cariocas, como o baianísimo Jorge Salomão, o paulista Matheus Nachtergaele e a paraense Rosamaria Murtinho de todos os palcos.

                            

Porque conhecer o Rio foi como penetrar numa canção cheia de Bossa e Nova graça, conjunção que até hoje nos enleva a alma e faz lembrar o barquinho vai, a tardinha cai; ou do carioquíssimo hino ao Tom – rua Nascimento e Silva, 107, você ensinando pra Elizeth as canções de Canção do Amor Demais...

... e porque tenho ademais a sorte e a alegria de ter amigos tão cariocas como Bernadete Duarte, Alice (Cinédia) Gonzaga, Maria Letícia, Luiz Carlos Lacerda, Denise Del Cueto, Valério Fonseca, Allan Ribeiro, Lea Garcia e Carminha Araújo ...

                 

Porque o Rio, que não é só de janeiro mas de todos os meses onde a sintonia com a alegria seja mais mais forte, é a cidade onde me sinto mais à vontade, quase pé-no-chão no quintal de casa; cidade que me apresentou Lamartine Babo e suas deliciosas marchinhas do carnaval de todos os tempos... e os mais lindos hinos de futebol do mundo, mesmo sendo eu botafoguense - como Vinícius e João Moreira Salles -, e não Flamengo como o carioquíssimo paraibano Herbert Vianna.

Porque o Rio me trouxe Vinícius de Moraes e Vininha me trouxe a Ipanema, de toda garota, e do cronista Artur da Távola, que com sua maneira sincera, inteligente e refinada de ser carioca me fez ainda mais cativa da Cidade Maravilhosa;

                                                    

Porque adoro ir pra praia e cair na água e quando estou no Rio me sinto personagem de um cartão postal do qual posso dispor a toda hora, em qualquer clima, com todos os matizes que a brejeirice carioca torna moda pro mundo quando assume as passarelas de nosso olhar embriagado por tanta beleza;

Porque ser carioca não é questão de batistério- nome por demais formal pra rimar com quem nasce abençoado pela imagem cravada no Corcovado. Ser carioca é questão de pulsação, não exige nacionalidade, bairrismo nem formalidade. Ser carioca é caminhar como quem anda de mãos dadas com o ar e encontrar, a cada esquina ou beira-mar, mais um motivo para afirmar: "É melhor ser alegre que ser triste, a alegria é a melhor coisa que existe, é assim como a luz no coração...”

 Saravá, Vininha !

                      

 Sou carioca porque não me canso de olhar a Lagoa Rodrigo de Freitas nem consigo parar de me embevecer cada vez que trafego no sentido São Conrado-Flamengo, num adorável pris-du-vie pela fascinante orla carioca;

Sou carioca porque me encanto a cada vez que olho a Ilha Fiscal ou lembro da beleza das ilhas Cagarras e não deixo de passar pela feira da Praça XV e a Feira Hippie de Ipanema, de onde é quase impensável sair sem carregar muitas sacolas. Penso, ademais que quem vai ao Rio e não fia completamente estarrecido ante tamanha disponibilidade do Criador com a criação de lugar tão belo e magiar, deve mesmo ter nascido sem samba no pé e nem bom sujeito é.

Sou carioca porque sou Santa Tereza e seu bondinho tornando os Arcos da Lapa paisagem art-noveau; porque sou Catete, Glória, Laranjeiras, Botafogo, Flamengo e todos os bairros que me fazem a infância bater mais fundo e apressam o compasso do meu coração;

Sou carioca porque é tão fácil embarcar na poesia encravada da Cinelândia do Odeon, do Amarelinho e do imponente Teatro Municipal e porque adoro baixar no Largo da Carioca, onde o verão do Rio é mais forte que no mar, e não saio de lá sem dar uma passada na praça Tiradentes – pra conferir o lugar onde morou a maestrina Chiquinha Gonzaga e onde estão abrigados dois teatros históricos, o Carlos Gomes e o João Caetano, defronte ao belo prédio do Real Gabinete Português de Leitura. E, claro, no entorno da Carioca, apressar o passo e dar uma passadinha no Saara pra deixar cair umas moedinhas pelo comércio popular mais serelepe do país, depois afastar o cansaço e o calor com uma passadinha no tradicional Bar Luís, onde meu pai aprendeu a sorver chopp com meu querido avô Miranda e minha frenética vó Virgínia, nosso adorados e saudosos Juju e Noquinha.

Sou carioca porque o Rio recupera todas as minhas energias: basta olhar a marina da Glória, a Vermelha praia da Urca, ou a linda enseada de Botafogo – vontade de ficar lá pra sempre.

                                

Sou carioca porque o Rio parece uma cidade sempre pronta a desfraldar uma festa, por qualquer motivo banal, desde que a descontração, a graça e o intuito de fazer alguém feliz esteja em evidência.

Sou carioca sobretudo porque no Rio me sinto uma brasileira do mundo, alma cosmopolita, recheada de dons artísticos, plena de paixão e efervescente de energia pra fazer tocar e dançar todos os ritmos numa só voz, como em uníssono a saudar: 

 Cidade Maravilhosa, cheia de encantos mil

Cidade Maravilhosa, coração do meu Brasil !

Enfim, SOU CARIOCA PORQUE QUERO !



Categoria: CULTURA
Escrito por Aurora Miranda Leão às 20h53
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MEU ENCONTRO COM MALU MADER

Assim como ela, eu também sou uma noveleira desde menina. Somos da mesma geração, aliás. E a paixão pelas novelas, o teatro e o cinema sempre caminharam juntas.

O gosto pelas novelas foi qualificadamente reforçado através das muitas leituras das crônicas inesquecíveis de ARTUR DA TÁVOLA, nosso mais importante analista de televisão - infelizmente, em maio deste ano, faremos dois anos sem a presença física dele.

Com Mestre Artur, aprendi a cultivar um olhar mais atento para o trabalho cuidadoso e bem elaborado das telenovelas, sobretudo as da Rede Globo, a emissora de padrão inigualável. Foi com o Mestre também que aprendi a procurar ver sempre O MELHOR em todas as coisas e também a admirar e ter orgulho do trabalho de nosssos técnicos e Artistas. Mestre ARTUR, com seu olhar acurado e generoso, e sua capacidade singular de ver mais e melhor, sempre viu tevê sem preconceito e ajudou a construir uma geração de grandes leitores de crônicas - onde também espalhava seu amor pelo Rio, cidade que também amo - e de pessoas que apreciam novelas e conseguem enxergar nelas uma forma de Arte tão digna quanto fazer Cinema ou Teatro.

                                   

Ao lado da saudosa DINA SFAT, Malu estréia na tevê em EU PROMETO, de Janete Clair

Pois bem, o apreço por Artur da Távola é mais uma coisa que me une a MALU MADER, atriz que vi desde sua estréia na Globo, na novela EU PROMETO, que ia ao ar às 22h, a última escrita pela querida Janete Clair (que se afastou da novela por conta da doença que a consumiu, sendo então substiuída por Glória Perez).

                                              

Desde então, a beleza, doçura e talento de Malu me conquistaram. MALU era uma menina da minha geração que naquele momento tinha a chance de atuar ao lado de seus grandes ídolos, que também eram os meus.

E vieram diversos outros trabalhos de Malu e eu sempre acompanhando. Certa vez, tive a chance de entrevistá-la quando veio a Fortaleza para apresentar um desfile de moda no Ideal Clube. Lembro como se fora hoje, o papo numa manhã de sábado com Malu, eu recém-saída da Faculdade... 

Até que chegou a vez de Anos Dourados e lá vinha MALU desfilando sua graça, charme, talento, beleza e brejeirice. MALU é um dos grandes trunfos da minissérie magistral de Gilberto Braga. E tem consciência do alcance que teve o trabalho. Até hoje, é o de que mais gosta.

E minha "ídola" passou então a ser a ATRIZ PREFERIDA de Gilberto Braga, outro a quem admiro por demais e a quem tive a chance de conhecer numa agradável noite de debate cultural num restaurante da rua Real Grandeza, em Botafogo, no Rio. O encontro foi organizado pelo meu querido Artur da Távola - novamente meu amigo por perto - e ao qual fui a convite do Mestre.

                             

MALU MADER e CLÁUDIA ABREU em ANOS REBELDES: dois grandes ícones da mesma geração, amigas e favoritas do craque da teledramaturgia, Gilberto Braga

Lá tive a chance de papear com Gilberto, logo após o debate que contou com uma platéia enorme de jovens universitários. Corria o início dos anos 90... Malu não estava por lá mas por lá estávamos eu, Artur e Gilberto, seus fãs confessos.

No post anterior, pinçei trechos de entrevista da atriz para o site da Globo onde podemos rever cenas antológicas - como não lembrar da adorável participação dela em Ti-Ti-Ti, novela que terá remake da Globo ainda este ano ?... mas senti falta de um trecho de Top Model, outra novela sobre os bastidores da moda onde ela igualmente acrescentou charme, vitalidade, competência. E tem ainda a Márcia de O Dono do Mundo e a Paula Lee, da minissérie Labirinto - outros dois acertos de Gilberto Braga (!). E os trabalhos no cinema, tão diversos e tão especiais: Rock Estrela; Belline e a Esfinge; Mauá, o Imperador e o Rei; O Invasor; Sexo, Amor e Traição...

Em 2005, MALU precisou fazer uma operação de urgência por conta de um tumor detectado na cabeça. Fiquei apreensiva, rezei muito por ela e tinha certeza de sua recuperação. Graças a Deus, correu tudo bem. MALU, que já era a grande estrela da família, ficou ainda mais querida, da família e de todos nós, seu público fiel.

                                 

Acompanhei sempre as novelas onde Malu atuou e acompanho sempre com satisfação os trilhos de sua carreira. Há dois anos, ela estreou por trás da telona dirigindo, ao lado de Mini Kerti, o longa Contratempo (produção Video Filmes), ao qual tive o privilégio de assistir semana passada (e que me motivou comentário postado em www.auroradecinema.com.br).

O filme é um documentário de hora e meia, obrigatório para cinéfilos, analistas da Sétima Arte e interessados em cinema de modo geral. Além de ser um trabalho que os admiradores tantos de MALU MADER precisam conhecer para testemunhar a extensão do talento e vocação desta vigorosa Artista de nossas telas e palcos e aquilatar, sobretudo, o enorme despojamento de Malu, seu olhar delicado e decidido, sua sensibilidade especial para as coisas que perpassam o humano, sua maneira contagiante de ser singularmente poderosa e doce em sua determinada generosidade.

Vendo o quanto conseguiu Malu Mader em sua direção de estréia no cinema e o como ela conduziu o filme CONTRATEMPO, mais e mais me apercebo o quanto Malu absorveu em sua estrada artística e o quanto tem em seu cerne do mesmo impulso afetivo da sensibilidade de Artur da Távola e da competência indormida de Gilberto Braga para o debruçar-se sobre o cotidiano do Rio de Janeiro e sobre as dissonâncias tão próprias a vida das grandes cidades hoje.

O que MALU MADER revela-nos, através de seu mergulho nas profundezas intrínsecas à feitura de um filme, mesmo sem ter tido isso como foco de sua atenção, é a existência de uma mulher extremamente antenada, interessada no próximo e em como contribuir para um futuro melhor que o que estamos a antever na barbábrie nossa de cada dia, e uma Artista cuja qualidade tem dimensão multifária, erigida em sólidos valores éticos, os quais nos apontam para o desenvolvimento profícuo de uma profissional que muito ainda há de nos legar em Cinema, Teatro e Televisão, vendo ademais, com inegável solidez, a breve ascensão de uma escritora/dramaturga com jeito, gesto e emoção femininos, que muito há de frutificar, enriquecendo o vasto pomar da Literatura Brasileira.

VIDA LONGA PARA MALU MADER !

                         

Com o caçula Antônio, de seu casamento com o músico Tony Belloto

                                       

Com os manos Patrícia e Luís Felipe: família unida, exemplo bom de ver

Com a sobrinha Érika, que segue carreira inspirada pela tia querida



Categoria: OLHO NA TEVÊ
Escrito por Aurora Miranda Leão às 23h41
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A BREJEIRICE CATIVANTE de MALU MADER

 

tira malu mader

Malu em três momentos na TV: A Justiceira (1997),  Mapa da Mina (1993) e Força de um Desejo (1999)

Eu sempre quis muita coisa nesse nosso universo, mas é claro que o mais óbvio era falar: ‘Vai para o Tablado ser atriz’. Ninguém ia falar ‘seja diretora’ ou ‘seja roteirista’...

Na escola eu já escolhia o teatro nas atividades extracurriculares. Já de cara, ainda bem, me deparei com os textos da Maria Clara Machado, que são deslumbrantes.

O COMEÇO

O Daniel Filho tinha ido ver a filha dele, que fazia uma peça comigo. Era uma montagem de final de ano e ainda não tinha entrado em cartaz. Levou junto o Dennis Carvalho, que estava escalando o elenco da novela Eu Prometo, que era a última novela da Janete Clair. Eu sabia, apesar de ser muito jovem, da importância daquela mulher. O Dennis me chamou ele falou: ‘Você vai ser irmã da Fernanda Torres, da Júlia Lemmertz e filha do Francisco Cuoco e da Dina Sfat’. Para mim aquilo foi um negócio! Fiquei apatetada [risos]. Mas, engraçado, não foi uma experiência feliz.

malu mader tira

Malu Mader em Ti -ti -ti (1985) e em Eterna Magia (2007), a sua novela mais recente

ANOS DOURADOS

 - Eu estava mais velha, experiente, me identifiquei muito com o texto do Gilberto. Parecia que a gente se conhecia – e não nos conhecíamos. Também tive uma certa dificuldade no começo com o volume de texto, o Gilberto é um cara que escreve muito, tem cenas longas, mas é um estilo que eu gosto muito. Eu gosto de texto, não gosto muito de paisagem ou de ação, eu gosto de conversa, quando os atores dialogam, apesar de isso dar mais trabalho para o ator [risos].

TRABALHO NA TEVÊ

Eu fui uma espectadora de novelas muito assídua. Era noveleira típica, sabia tudo de todas, eu não fazia distinção de horário, mas gostava muito de novelas das seis. Minha heroína de horário era a Glória Pires. Então, quando comecei a fazer novelas, comecei com muita paixão. Eu tive a sorte de trabalhar com autores que eu amava: Gilberto, Janete, Gloria, o Cassiano... Eu assistia à dobradinha Cassiano e Luiz Gustavo... ...e tive a sorte de trabalhar com Luiz Gustavo em novelas do Cassiano, como Ti-ti-ti e no Mapa da Mina. Eu fiz televisão como quem faz teatro ou cinema. As pessoas falam de televisão como se fosse algo menor, mas, durante o tempo em que eu fiz, foi com a entrega de quem faz uma grande arte. Talvez por essa vontade de querer dirigir ou escrever eu estava olhando até as vírgulas do texto, ligando para os autores perguntando se podia mudar [risos].

A CENA MARCANTE DE CELEBRIDADE

As pessoas me param até hoje para falar daquela briga, é impressionante [reveja a cena da briga com Cláudia Abreu no vídeo ao lado]. Essa coisa da novela no Brasil é incrível. Não dá para menosprezar, essa cultura é uma riqueza que nós temos, algo que fazemos bem e nos projeta internacionalmente.



Categoria: OLHO NA TEVÊ
Escrito por Aurora Miranda Leão às 23h03
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A VOZ DO AVIÃO VERMELHO...

 Personagem da animação As Aventuras do Avião Vermelho ganha voz  

 

                                            
Pedro Yan grava voz de Fernandinho_crédito Ana Pan
       

O porto-alegrense Pedro Yan, de oito anos, foi o escolhido para dar voz ao personagem principal do filme, Fernandinho  


O elenco do longa de animação gaúcho As Aventuras do Avião Vermelho, dos diretores Frederico Pinto e José Maia ganhou um importante integrante. O porto-alegrense Pedro Yan, de oito anos, foi o escolhido para dar voz ao personagem principal do filme, o Fernandinho - um menino travesso e solitário.  

“Pedro era a criança que tinha menos experiência como ator. Respirava na hora errada, não impostava a voz, alternava o ritmo no meio da frase. Ou seja, era uma criança de verdade. Foi por isso que o escolhemos”, conta o diretor Frederico Pinto. Ao longo do processo, a equipe do filme procurou corrigir tecnicamente o mínimo possível, pois as orientações de direção buscam estimular a imaginação do Pedro em cada situação.  

Assim como Pedro, Fernandinho tem oito anos. No filme, o personagem perdeu a mãe há pouco tempo, tornando-se um garoto solitário, sem amigos e com problemas de relacionamento com o Pai e na escola. Sem saber como lidar com a situação, o Pai tenta conquistá-lo com presentes. Nada funciona até que ele dá para o filho um livro de sua infância. Encantado com a história, Fernandinho decide que precisa de um avião para salvar o Capitão Tormenta – aviador personagem do livro, que está preso no Kamchatka. A bordo do Avião Vermelho e junto com seus brinquedos favoritos, Ursinho e Chocolate, que ganham a vida com sua imaginação, Fernandinho visita lugares inusitados, como a Lua e o fundo do mar, e percorre diferentes territórios – África, China, Índia, Rússia. Ao longo dessa jornada, ele descobre o prazer da leitura, a importância de ter amigos e o amor do pai.

Também integram o elenco Lázaro Ramos, Fernando Alves Pinto, Wandi Doratiotto, Zezeh Barbosa e Sérgio Lulkin, que gravaram as vozes dos personagens Chocolate, Lunar, Ursinho, Josefina e Pai, respectivamente. As cenas de Fernandinho com o Pai foram realizadas com a presença de Sérgio Lulkin, que muitas vezes o estimulava a ter diferentes reações, chegando a fazer brincadeiras de mudança de tom para o menino achar o tom certo. “As cenas preferidas do Pedro são as cenas nas quais o Fernandinho está comendo bolacha e falando ao mesmo tempo. Uma dessas cenas foi feita com pão ao invés de bolacha e o Pedro não achou tão divertido assim”, relata o diretor.

 
As Aventuras do Avião Vermelho é um filme para o público infantil, baseado em livro de Érico Verissimo, escrito em 1936. O longa é uma produção da Armazém de Imagens e Okna Produções e tem previsão de lançamento para 2011. Para isso, uma equipe técnica trabalha num estúdio de animação montado no bairro Bom Fim, em Porto Alegre.

Segundo os diretores, o processo de animação utilizado combina a fluidez e a organicidade dos movimentos da tradicional técnica do desenho animado 2D, produzido em papel, com as possibilidades de movimentação espacial da animação digital 3D. Os cenários e o planejamento dos movimentos de câmera são produzidos digitalmente em 3D, mesma técnica em que o Avião e todas as máquinas do filme serão modeladas e animadas. Para cada plano é produzido uma série de movimentos e imagens, que servem como base para os desenhos produzidos no papel. Posteriormente eles são digitalizados  e coloridos em um processo de pintura digital. O 3D é utilizado como uma ferramenta para aperfeiçoar e facilitar o processo de trabalho, mas a aparência final é a do desenho animado 2D. 

A largada para este projeto foi dada em 2003, quando foi premiado no Edital do 2º Prêmio Santander Cultural/ Prefeitura de Porto Alegre para Desenvolvimento de Projetos de Longa-Metragem. Orçado em 3 milhões de reais, o filme pretende completar seu orçamento financeiro com novas captações de recursos, que devem acontecer este ano. Vale destacar ainda que importantes empresas gaúchas já aderiram ao projeto como patrocinadores: Banrisul Consórcios, Banrisul Corretora, BRDE, Corsan, Eny Calçados, Metasa, Randon, Sulgás e Unifértil.

 FICHA TÉCNICA: 

Duração: 90 minutos

Direção: Frederico Pinto e José Maia

Roteiro: Camila Gonzatto, Emiliano Urbim e Frederico Pinto

Produção Executiva: Aletéia Selonk e Lisiane Cohen

1º Ass. de Direção: Felipe Antoniolli

Direção de Produção: Paula Gastaud 

Assistente de Produção: Daniela Mazzilli

Modelador 3D: Luis Monty Pellizzari e Cristiano Lopes

Edição: Giancarlo Zardo
Assistente de Edição: Azeitona
Animatic: Alexandre Linck
Animação: Bruno Fantinelli Seelig, Carlos Mateus, Charles Lima, Diego Amorim, Fabio Vianna, Felibe Grosso, Felippe Steffens, MauMau, Odirlei Seixas, Ruben Castillo, Thiago Ribeiro

Sombra: Marcelo Souza
Calque: Guilherme Green
Pintura: Giovana Maia e Geórgia Reck
Direção de Arte: Moa

Cenário e Co-Diretor de Arte: Marco Antonio Lesina Pilar e Jack Kaminski (Jack)
Assistente de Arte: Pedro Fanti

Música: Nico Nicolaiewsky

Montagem: Kiko Ferraz
Projeto Educativo: Monica Hoff



Categoria: CINEMA BRASIL
Escrito por Aurora Miranda Leão às 02h01
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